Minha eterna batalha para denunciar os terrores do mundo consumista em que vivemos continua, cada vez mais cheia de alvos para onde quer que eu olhe. E haja alvos.Semana passada parei para olhar as piores pesquisas universitárias de todos os tempos. Fiquei aterrorizado de saber que existem tantas. Ou seja, o cara vai pra faculdade, recebe o direito a gastar dinheiro da instituição pra provar alguma tese científica, mas ninguém fiscaliza a validade da pesquisa em si.
Por causa disso, deixei a seção “Horrores à solta no mundo” desta sexta para essas criaturas especiais (os universitários dotados de merda no crânio), e ressalto abaixo algumas das piores pesquisas que encontrei:
- O indiano (naturalizado britânico) Idnahi Alainshana passou três anos de sua vida acadêmica desenvolvendo uma tese, para descobrir os fatores ambientais que fazem uma cortina de chuveiro se dobrar, progressivamente, para dentro ou para fora do box em si.
- Charles Hainthorn, de Yale, criou um vasto sistema matemático, baseado nas teorias de David Bohm, para saber qual a probabilidade de alguém, parado no meio da rua, ser atingido por um coco na cabeça.
- Mary ransmoore (não consegui saber o nome da universidade) lançou sua tese depois de pesquisar, exaustivamente, os efeitos sociais causados por teatros de marionetes em uma comunidade de Guinea Pigs (acho que são a tradução para nossos Porquinhos da Índia).
- Num exemplo claro de inconsciente coletivo, VÁRIOS estudantes ao redor do mundo já tentaram teorizar, em números, o desenvolvimento da inteligência ligado ao consumo de gerações e mais gerações de refrigerantes de cola.
- Georgianne Aznure, da França, matematizou e tentou se formar querendo provar que, por seu método de mentalização, faria uma dezena de pessoas desconhecidas, ao redor do mundo e sem nenhum contato ou parentesco, pensarem em três passos sincronizados, na mesma direção, ao mesmo exato segundo.
É como eu digo. São coisas assim que enchem meus olhos de nostalgia.
Quando era uma criança, cheia de tempo sobrando e idéias proporcionalmente sem sentido, ninguém entendia que eu pensava ser possível entrar em espelhos, e reviver nossos erros e acertos ao inverso do outro lado, deixando tudo com um final feliz. Tivessem me dado asas à criatividade científica, eu certamente estaria agora tentando provar isso a uma banca acadêmica pelo mundo afora.
Pena.
Depois de ler sobre esses tão importantes estudos universitários, ainda esbarrei com dois deliciosos brinquedos como apresentados abaixo:
O maravilhoso, colorido e irresistível “Kaba-Kick” foi um brinquedo lançado no Japão, e deixava as crianças terem uma forma divertida, inocente e contagiante de brincarem de Roleta Russa. Imagino que efeito singelo essa brincadeira não produziria nas crianças. Banzai!

Em 1951, plena era das descobertas nucleares como forma de mudar o mundo e explodir países, A. C. Gilbert lançou, por sua indústria de brinquedos, o fantástico “Atomic Energy Lab”.
Para crianças de todas as idades, o sensacional kit de cientista louco continha (pela bagatela de $49,50) um mini contador Geiger real, uma câmara Wilson de nuvens (para ver os caminhos de partículas alfa), um espintariscópio (que permitia ver ao vivo a desintegração radioativa), um eletroscópio para medir freqüências radioativas e QUATRO pequenas orbes de urânio.
E, claro, qual laboratório nuclear para crianças seria completo sem um manual chamado “Saiba como usar energia atômica e separar átomos”?

Ahhh, as maravilhas da infância...
Por hoje é só pessoal. Quem estiver interessado, procure nos sebos ao redor do mundo e poderá ainda achar um desses brinquedos pra vender.











2 comentários:
Que loucas essas teses. Quando li aqui, fiquei pasma. hehe
E que brinquedinhos legais, ham? :)
Beijo na alma
Nossa, estudo acadêmico para teses de quê mesmo? Quanta inutilidade! Einstei se visse isso, teria um enfarte na hora. Mas os toys são legais não? bjs
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